1. “Vocês realizam inspeção prévia com laudo técnico?”

O que esperar:
Sim. Uma empresa de descupinização séria nunca dá orçamento sem vistoriar o imóvel. O técnico deve usar termografia (câmera térmica), umidímetro e sonda de percussão.
O laudo deve conter:

  • Espécie de cupim identificada

  • Locais exatos de atividade

  • Extensão dos danos

  • Método de tratamento proposto

Resposta proibida: “Não precisa ver, com 2 litros resolvemos tudo.”

Frase relacionada: “Inspeção sem laudo é adivinhação – e cupim não se resolve no chute.”


2. “Qual o princípio ativo e a concentração do produto? Vocês fornecem ficha de segurança?”

O que esperar:
Produtos autorizados para descupinização residencial contêm fipronilimidacloprido ou bifentrina em concentrações entre 0,05% e 2,5%. Para cupins de madeira seca, usam-se boro (ácido bórico) ou tiabendazol.
A empresa deve entregar a FISPQ (Ficha de Segurança) e o número de registro no Ministério da Agricultura (MAP

Resposta proibida: “É segredo da fórmula – mas é forte.”

Frase relacionada: “Descupinização com produto ‘xereta’ é risco certo para sua família.”


3. “O método é isca termicida ou barreira líquida? Ou ambos?”

O que esperar:
Depende da espécie:

  • Subterrâneos → iscas (Sentricon, Exterra) eliminam a colônia inteira; barreira líquida protege a estrutura.

  • Madeira seca → injeção localizada + gel termicida.

Uma empresa completa pode recomendar os dois métodos combinados. Nenhum método único resolve todas as infestações.

Resposta proibida: “Só líquido no ralo resolve tudo.”

Frase relacionada: “Cupim subterrâneo não morre só com veneno de superfície – a rainha está a 3 metros de profundidade.”


4. “Qual a garantia que vocês oferecem? O que cobre?”

O que esperar:
Garantia mínima de 1 ano para cupim subterrâneo, idealmente 3 anos. Para madeira seca, garantia de 6 a 12 meses.
A garantia deve cobrir:

  • Retorno para reaplicação se surgirem túneis

  • Danos novos causados pela mesma colônia

  • Mão de obra sem custo adicional

Resposta proibida: “Garantia vitalícia, mas se voltar, cobramos só a visita.”

Frase relacionada: “Garantia que não cobre reaplicação não é garantia – é alívio psicológico.”


5. “Vocês têm seguro de responsabilidade civil e funcionários registrados?”

O que esperar:
Sim. Uma empresa profissional possui:

  • Seguro contra danos acidentais (entupimento de tubulações, manchas em paredes)

  • EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os aplicadores

  • Funcionários com carteira assinada e treinamento em NR-31 (segurança em praguicidas)

Resposta proibida: “A gente tem cuidado, nunca deu problema.”

Frase relacionada: “Aplicar veneno sem seguro é como dirigir sem freio – até que o acidente acontece.”


6. “Vocês fazem relatório fotográfico antes, durante e depois?”

O que esperar:
Fotos dos túneis ativos antes da aplicação, das perfurações estratégicas, da injeção dos produtos e do aspecto final. Esse relatório serve como prova do serviço e como base para futuras inspeções.

Resposta proibida: “Não precisa, a gente confia.”

Frase relacionada: “Sem foto, o serviço pode não ter sido feito – ou ter sido feito errado.”


7. “Vocês oferecem plano de prevenção pós-tratamento?”

O que esperar:
Após a descupinização, a empresa deve orientar sobre:

  • Correção de infiltrações (cupim precisa de umidade)

  • Remoção de madeiras encostadas no solo

  • Instalação de telas em ventilação

  • Calendário de inspeções anuais (a cada 6 meses para áreas de alto risco)

Resposta proibida: “Depois que matar, nunca mais volta.”

Frase relacionada: “Descupinização sem prevenção é fechar a porta da rua mas deixar a janela aberta.”


FAQ – Perguntas frequentes sobre como escolher uma empresa de descupinização

1. Preço baixo é sempre uma armadilha?

Nem sempre, mas desconfie. Um orçamento 50% abaixo da média geralmente significa:

  • Produto diluído ou clandestino

  • Sem garantia real

  • Sem laudo técnico

  • Aplicador sem treinamento

2. Posso pedir referências de outros clientes?

Sim – e você deve pedir. Uma empresa confiável fornece contatos de clientes atendidos nos últimos 6 meses, de preferência com imóveis similares ao seu.

3. A empresa precisa ter registro no CREA ou no Ministério da Agricultura?

O responsável técnico deve ser Químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal ou biólogo, com registro no conselho de classe (CREA, CRBio ou CRF). O produto deve ter registro no MAPA. A empresa em si não precisa de CREA, mas o responsável sim.

4. Quanto tempo dura uma descupinização profissional?

  • Barreira líquida: 5 a 10 anos (se não houver ruptura)

  • Iscas termicidas: monitoramento contínuo (troca das iscas a cada 3 meses)

  • Injeção localizada em madeira seca: efeito permanente na madeira tratada

5. O que acontece se a empresa não responder a essas 7 perguntas?

Você corre o risco de:

  • Matar apenas cupins visíveis

  • Aplicar produto proibido (como organoclorados)

  • Perder dinheiro e ainda precisar refazer o serviço

  • Ter intoxicações em crianças ou pets

6. Como saber se a empresa é idônea rapidamente?

Pesquise no CNPJ (Reclame Aqui, Jusbrasil) e exija o alvará da vigilância sanitária municipal. Empresas sérias publicam seus registros no site.


Conclusão: sua escolha define o sucesso da descupinização

Escolher uma empresa de descupinização não é como escolher um eletrodoméstico – o barato pode sair absurdamente caro. Os cupins não descansam, e uma colônia eliminada parcialmente se torna resistente a produtos caseiros.

As 7 perguntas obrigatórias resumem-se a:

  1. Laudo prévio

  2. Produto registrado

  3. Método adequado à espécie

  4. Garantia que cobre reaplicação

  5. Seguro e registro dos funcionários

  6. Relatório fotográfico

  7. Plano de prevenção

A frase final que você deve gravar:
“Empresa que se esconde atrás de ‘orçamento grátis sem visita’ está vendendo esperança, não resultado.”

Antes de autorizar qualquer aplicação, peça tudo por escrito. Descupinização séria tem papel, registro e responsabilidade. Seu patrimônio e sua saúde agradecem.


Leia também:

Nota técnica: Este artigo segue as diretrizes da NBR 15.575 (item 6.5.3 – Ação de organismos xilófagos) e da Instrução Normativa MAPA nº 39/2018 sobre produtos fitossanitários para uso doméstico.